_por nunca ter sido_

Ah! Como era boba essa moça,
Suspirava os dias no afã de encontrar.
Ah! Olhos que espreitavam sonhos,
Viram minguar um a um
Sem nunca  realizar...
Ah! Noites tão delirantes
Que intensificando o desejo
Consumia a paz dissonante.
E tudo se foi por nunca ter sido...
E continuo sem ter partido,
Eu mesma, inteira, dourada e macia!

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